Dietas Restritivas, será que vale a pena?

Por Diane Benini
Nutricionista CRN2 11181
Mestre em Ciências da Reabilitação – UFCSPA
Pós-Graduada em Nutrição Esportiva e Treinamento Físico – UNISINOS
Antropometrista ISAK Nível 2

A pergunta inicial é: por que precisamos comer? E a resposta é simples: ter energia. Precisamos comer alimentos que forneçam calorias suficientes para atender a nossa taxa metabólica de repouso (o necessário para manter todas as funções do nosso corpo em repouso) e, além disso, precisamos adicionar calorias suficientes para mantermos as atividades físicas diárias (necessárias para realizar todas as atividades da vida diária, bem como os exercício físicos). No fim, temos as calorias totais para mantermos a nossa massa corporal total.

Para que as mudanças na alimentação sejam sustentáveis, elas devem fazer sentido para você!

Mas aí você decide que quer “perder um quilinhos” e o que faz? Conforme a expressão popular: “fecha a boca” e decide restringir de forma exagerada a alimentação. Pois então, você sabia que a cada 10 pessoas que iniciam uma dieta restritiva, aproximadamente 7 acabam ganhando peso? Quem nunca ouviu (ou falou) a frase: “fiz a dieta ‘x’ por alguns meses e perdi muito peso, mas depois não consegui mais seguir e acabei engordando tudo de novo” (ou até mais). O que acontece é que chega um momento em que a maioria das pessoas não consegue mais seguir essas restrições e começam a comer grandes quantidades dos alimentos “proibidos”. Então eu pergunto: será que essa dieta realmente funciona? Como podemos afirmar que uma dieta funciona se você só consegue segui-la por um curto período?

Restrição gera compulsão! Ao classificar um alimento como proibido, ele se torna exatamente o que a pessoa mais quer e, quando a pessoa começa a consumi-lo, pode chegar ao ponto de perder o controle e ter uma compulsão. A restrição calórica causa, também, a diminuição no gasto energético (chamado de termogênese adaptativa ou adaptação metabólica) e esse efeito pode persistir por longos períodos após o restabelecimento do aporte energético, auxiliando na explicação do efeito sanfona. Essa adaptação parece ser uma resposta do organismo a um estado de privação de energia, na tentativa de prolongamento da vida devido a uma quantidade finita de energia estocada no corpo.

Mas e agora, o que fazer? Entenda, inicialmente, que alimentação não é uma simples questão de inteligência, mas sim uma questão social e emocional. Você deve se permitir ter uma boa relação com seus alimentos preferidos, mas isso não se trata de uma relacionamento de proibições, preocupações, exageros e compulsões, mas sim de uma relação saudável. Aliando uma alimentação mais natural e condizente com os seus gastos energéticos diários à pratica de exercícios físicos, você terá mais saúde não apenas física, mas emocional. Você só se libertará dessas dietas malucas quando entender que com uma alimentação equilibrada é possível incluir todos os tipos de alimentos. Então, ao estar consciente deste processo de mudança alimentar, você conseguirá optar por algo que irá nutrir seu corpo, sem exageros e sem culpa. É um processo que pode ser lento para alguns, mas é fundamental para todos nós.

Até a próxima!

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