Reeducação alimentar e seus benefícios com o passar do tempo

Diferente das dietas restritivas e das fórmulas emagrecedoras que prometem a perda de uma grande quantidade de peso em pouco tempo e só funcionam enquanto estão no processo e, depois, causam um efeito-rebote (nesse caso quilos a mais), a reeducação alimentar associada aos exercícios físicos, além de promover uma perda no peso corporal e de gordura considerável, também diminui os riscos do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de outros problemas agravados pela alimentação inadequada e sedentarismo.

Em um mundo com tantas opções de comidas instantâneas, congeladas, embaladas e prontas para consumir – com o intuito de promover mais praticidade -, com excesso de gordura e de componentes químicos que são prejudiciais à saúde, é de extrema importância adquirir bons hábitos alimentares que deverão te acompanhar pela vida toda.

Se você ainda tem dúvidas sobre a reeducação alimentar e seus benefícios com o passar do tempo e, principalmente, como colocar a nova forma de se alimentar em prática, confira os próximos tópicos para obter mais informações.

Benefícios da reeducação alimentar

O principal benefício da reeducação alimentar que pode ser notado logo nos primeiros meses após o início do processo é o emagrecimento.

Uma perda de peso só é possível ingerindo menos calorias do que o corpo gasta, ou seja, gerando um déficit calórico. A mudança nos hábitos alimentares, baseada em refeições menos calóricas, mais coloridas e equilibradas, trará esse déficit necessário para emagrecer.

Só que esse não é o único efeito vantajoso da dieta. Outros benefícios também podem ser usufruídos da reeducação alimentar. Veja quais são abaixo:

Melhora nos cabelos, unhas e pele

Quem não sonha com cabelos, unhas e pele saudáveis? O aspecto opaco dos fios, unhas quebradiças e uma pele ressecada e sem vida podem ser sinais que o seu organismo está com falta de nutrientes importantes, como a vitamina A, C, B7 e os ácidos graxos Ômega 3, que são essenciais para a boa aparência dessas três partes do corpo.

Uma reeducação alimentar, que preze pelo aumento da ingestão de alimentos ricos em vitaminas e minerais, abastecerá o organismo com esses nutrientes fundamentais e fortalecerá as unhas, deixará a pele mais saudável e viçosa e os cabelos fortes e com vida.

Sistema imunológico fortalecido

A deficiência de nutrientes pode afetar a imunidade e deixar a pessoa mais suscetível a resfriados, gripes e outras doenças.

O aumento do consumo de alimentos ricos em vitamina C e outros antioxidantes naturais ajudará a reforçar o sistema imune, protegendo a saúde.

Aumenta a saciedade e reduz a fome

Apesar de não existir uma lista com alimentos proibidos na reeducação alimentar, porque ela é mais um estilo de vida do que dieta, o fato de aumentar o consumo de fibras, fontes de proteínas e diminuir a ingestão de carboidratos – que aumentam a sensação de fome e viciam -, o indivíduo se sentirá saciado por mais tempo, diminuindo a fome e ajudando a controlar a compulsão por comer.

Mais energia e disposição

Com um aporte de nutrientes muito melhor do que antes, o aumento da energia e da disposição poderá ser notado com o passar do tempo da reeducação alimentar.

Com isso, ficará muito mais fácil realizar as tarefas do dia a dia, iniciar uma atividade física e aumentar a qualidade de vida.

Diminui o risco de doenças

Diversos estudos, inclusive conduzidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostraram que bons hábitos alimentares, baseados no consumo de comidas naturais, com mais leguminosas, grãos e vegetais no prato, está ligado a um menor risco de mortalidade causado por doenças cardiovasculares, doenças crônicas (hipertensão, diabetes, obesidade, etc.), doenças renais crônicas e até mesmo por câncer.

Nesse último, vale lembrar que o consumo elevado de embutidos, processados e de carne vermelha estão diretamente ligados ao surgimento de alguns tipos de câncer, como o câncer de cólon.

Por essa razão, a reeducação alimentar é um bom começo para evitar esses problemas.

Como começar uma reeducação alimentar

Diferente do que muitos imaginam, iniciar uma reeducação alimentar não precisa ser motivo de ansiedade, pois ela é simples e fácil de ser seguida.

Além de não precisar desembolsar muito dinheiro no supermercado, uma vez que é baseada na melhora dos hábitos alimentares (as pessoas podem até economizar!), você não sentirá fome como em outras dietas, desde que faça corretamente.

Inicialmente, é importante seguir dois passos indispensáveis: se alimentar em pequenas porções de 3 em 3 horas e buscar orientação de um nutricionista para elaborar um cardápio e checar suas taxas de vitaminas e outros dados que precisam ser analisados.

Além desses, você pode seguir mais essas 4 dicas para iniciar uma reeducação alimentar.

  1. Preze pelos alimentos naturais

Além dos naturais – aqueles que a terra nos fornece (legumes, verduras, frutas, etc.) -, também dê preferência aos alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos e outros produtos químicos usados para eliminar pragas e aumentar a durabilidade.

Caso o orçamento esteja apertado ou na sua cidade seja menos acessível esse tipo de alimento, ao menos tente comprar da feira orgânica os alimentos mais contaminados por agrotóxicos, como o morango, kiwi, tomate, alface, cenoura, abacaxi, beterraba e couve.

  1. Diminua o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico

Os carboidratos de alto índice glicêmico são, em geral, aqueles que levam farinha branca e/ou açúcar. Cortar (ou diminuir) o consumo desses alimentos diminui a compulsão, vontade de comer e o acúmulo de gorduras, além de ajudar a manter em equilíbrio os níveis glicêmicos.

No lugar dos carboidratos de rápida absorção, consuma mais as fontes de carboidratos complexos, que demoram mais para serem absorvidos, como os pães e massas integrais, aveia, feijão-preto, lentilha, vegetais (como brócolis e espinafre) frutas e tubérculos (como a batata-doce).

  1. Evite os alimentos industrializados

Além de serem prejudiciais à saúde, os industrializados estão cheios de gorduras, colesterol, carboidratos e açúcares que aumentam a gordura corporal.

Sob a ótica nutricional, esses alimentos contribuem com muito pouco (ou nada) com nutrientes e não precisam fazer parte da alimentação diária.

Se o problema for praticidade, para um lanchinho rápido, troque o biscoito recheado ou salgadinho por uma porção de nuts (castanhas, nozes, amendoim, frutas secas, etc.) ou uma fruta fácil de consumir (banana, maça, etc.).

No lugar dos refrigerantes, aposte nos sucos de frutas naturais, água de coco e a água.

  1. Opte pelas fontes de gorduras saudáveis e insira mais proteínas nas refeições

Abacate, azeite, óleo de coco: essas são algumas das principais fontes de gorduras de qualidade.

A ingestão delas regularmente é importante para abastecer o organismo com ácidos graxos importantes para o organismo e manter os níveis de colesterol “bom” adequados.

Em relação às proteínas, o consumo delas em todas as refeições é fundamental para garantir mais saciedade, diminuir a fome, preservar a massa magra e garantir um bom aporte do macronutriente para o corpo.

Com as dicas no post sobre a reeducação alimentar, ficou mais fácil colocar as mudanças em prática e aproveitar os benefícios que ela proporcionará.

Tem mais alguma dica para tornar a reeducação alimentar mais fácil? Publique seu comentário abaixo!

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